Oliver In Da House - SXSW 2024

No episódio de estreia desse videocast, reunimos grandes nomes do mercado para discutir os pontos altos do SXSW 2024

No primeiro episódio do Oliver In Da House, nosso host Pyr Marcondes (Board Member da Oliver) explora junto com seus convidados Luis Constantino (CEO & CCO na Oliver), Juliana Masotti (Content Manager na Unilever Brasil) e Marcelo Bronze (Diretor de Marketing na Danone), visões, experiências e o que pretendem levar para seus negócios após participar do SXSW, maior evento internacional de inovação.

Dê o play e participe dessa conversa:

 

Texto na íntegra: 

Luis: Olá, sou Luis Constantino CEO e Chief Creative da Oliver Latin America e esse é o Oliver In Da House, uma série de conteúdos que a Oliver cria para encorajar e compartilhar conhecimento com a comunidade de comunicação, publicitários e marketeiros.

Esse é o primeiro episódio de 2024 e como tema principal a gente trouxe, não tinha como ser diferente, o SXSW. E para esse episódio temos três convidados. Um deles é o Host Pyr Marcondes que está aqui do meu lado, presença iniguálavel no marketing brasileiro e estou muito feliz que ele esteja aqui presente com a gente hoje. O segundo convidado é Marcelo Bronze, diretor de marketing da Danone, nosso cliente também. Seja bem-vindo, Bronze. E por último mas, não menos importante para Juliana Mazotti que é gerente de conteúdo e influência da Unilever. Sejam bem-vindos e muito obrigado pela presença de todos aqui no episódio. A bola é sua, Pyr!

Pyr: Bom, é um prazer, obrigado Oliver, obrigado Luis pelo convite. Sempre muito bom eu acho, bom e necessário a gente discutir tudo. Discutir chá, reflexões, discutir conteúdo, discutir o que cada um acha das coisas, porque especificamente do SXSW, eu vou lá há muitos anos e para mim cada vez o festival é uma diferente. Tenho certeza de que para cada um de vocês também foi. Nunca, nunca nenhum de nós tem a mesma experiência. A gente pode tá sentado na mesma palestra, lado a lado, sai de lá com calor diferente, isso é uma riqueza. Ainda bem que é assim, né? Porque senão seríamos um pouco imaginativos e poucos originais, né? Então é um pouco dessa riqueza que a gente vai tentar aqui junto com vocês extrair o que cada um tirou de lá. Então, eu vou começar e aí os três viram aqui nesse momento meus diletos entrevistados, né? eu vou pedir para um primeiro bloco a gente abordar o que cada um, exatamente o que eu acabei de falar, o que cada um viu do evento de mais impactante, aquilo que precisamos se tiver que tirar um suprassumo, o que cada um de vocês é… tirei. Juliana, vou começar por você.

Juliana: Boa! Bom, primeiro obrigada, tô super feliz da gente bater esse papo, concordo, acho que a gente tem que discutir as coisas e esse foi meu primeiro SX, então, um evento que eu tava é.. bastante interessada e empolgada de conhecer, a gente ouve falar muito do SX, acho que na nossa bolha, no nosso entorno, né? Mas é um festival muito comentado e é um evento que as pessoas de fato como você (direcionamento da fala para Pyr) apresentam, trazer muito pro dia a dia quando voltarem para casa, né? Cada um para suas casas mas, acho que para pessoas com o mercado, como um todo. E para mim essa primeira experiência foi muito positiva. Eu voltei muito inspirado, acho que minhas expectativas que eram altas foram superadas. A gente tem que ir com um olhar bastante aberto, com a mente bem aberta para um evento que se propõe a sair da caixa em muitos aspectos e eu voltei para casa com essa sensação. Acho que o voo de volta é uma experiência bem maluca assim, onde a gente está pensando muitas coisas, o que fazer?, como aplicar?, e se aplicar?, e se tem espaço? e como usar esse espaço? Acho que muito do que eu trago do Sul é essa vontade de conseguir imprimir um pouco do que a gente vê lá, dentro das nossas estratégias aqui. Para mim, e aí de maneira bem sucinta acho que a grande talvez, riqueza do evento foi tirar tempo para ele e eu conversei um pouco sobre isso em vários grupos desses tantos que existem, e durante o festival acho que a gente consegue ir para lá com tempo, né? e com a agenda limpa para tá lá de fato, presente. Eu tirei dois dias antes para começar a ver agenda, para de fato me organizar. Eu acho que o meu festival começou dois dias antes e isso fez muita diferença, você consegue fazer uma curaria que você acredita. Percebi lá, e estou vivendo uma experiência que imprimiu uma certa qualidade ao que eu consegui vivenciar no festival, né? Então não tenha reunião no meio do dia, tente conectar, usar o fuso horário para isso ou para aquilo. Acho que, obviamente, a gente encontra muitas pessoas lá, tenta se encaixar em uma hora de almoço, no fim da tarde, mas, você está de fato disponível para perseguir as trilhas de conteúdo que mais te interessam e conseguir fazer essa curadoria que tem valor pra você. Eu acho que é uma das grandes, talvez, para mim, um dos grandes pontos positivos dessa experiência, eu consegui tirar tempo para estar lá, tive tempo de qualidade ali, então eu acho que eu tirei o máximo dessa minha primeira ida.

Pyr:  Legal, Juliana! Bronze, foi sua primeira vez lá?

Bronze: Foi a primeira vez lá, eu sempre acompanho o festival. E primeiro é um prazer estar aqui com vocês, também é uma honra discutir um pouco das coisas que a gente vai aprendendo e compartilhando conhecimento com uma rede maior, né? Acho que esse é um pouco do nosso propósito, sendo um dos 2000 e alguns brasileiros que foram para lá. E eu sempre acampanho o festival também, a distância e vendo as coisas que estavam acontecendo por ali. Acho que o que a Ju falou é importante, né? Tirar o tempo que é o mais complexo em nossa rotina, de fato se deslocar para lá e investir dez dias, mas, para mim foi uma experiência única.

Quando eu percebo a imersão geral de cultura que você consegue ter não só para ver novidades, inovação, enfim, mas falar sobre criatividade, né? Você pode assistir a um primeiro global de um filme ou de uma série e do nada você tá num show de música de uma banda independente e troca com outras pessoas, se conectado com muita gente ao mesmo tempo. Para mim isso é o mais produtivo, foi o mais produtivo, indo pessoalmente até o evento.

Então, tem muita coisa sobre tecnologia, tem muita coisa sobre pessoas, mas para mim a conexão de todos esses blocos torna o South by um festival bem único perto dos outros que eu já fui.

Pyr: Legal! Luis, você já é um pouco mais experiente, já foi algumas vezes, como é que foi essa experiência do South by?

Luis: Se eu não me engano Pyr, é minha quinta edição e todo o festival que eu fui eu sempre criei trilhas bem abrangentes, né? Eu quase cobri que todos os assuntos em termos de conteúdo e esse ano foi diferente, eu escolhi uma única trilha, eu até tava com receio ‘eu vou perder a sensação do fomo’ E era muito pior, né? porque você já fica cobrindo tudo, só uma trilha você fica… sua cabeça fica pirando, né? ‘O que você está perdendo?’. E eu sigo a trilha de Inteligência Artificial, acho que a gente vai falar mais e mais..

Bronze: Trilha bem pequena, né? não tinha nada sobre inteligência…

Luis: Pequenininha só 80% do festival e também perdi muita coisa e por mais que você não ia numa palestra de Inteligência Artificial se falava também. Então por mais que no nosso planejamento, palestra “A”, Cheio. Daí você vai na B, né? Daí na B não era exatamente o que você queria, mas, com certeza lá alguém falou de Inteligência Artificial. Então nesse sentido para mim, foi diferente, foi diferente e o quê que eu falaria como um insight, seja para esse festival, seja pros próximos e seja para outros festivais também e de coração aberto, porque a gente vai cheio de pré-conceitos que a gente tem, seja da temática que a gente tá querendo descobrir e vivenciar, seja do festival como um todo, né? ou do palestrante. E o tema de inteligência artificial é um tema que as pessoas naturalmente têm vários pré-conceitos, né? do que vai acontecer, o que pode surgir. Ano passado eu fui assim, fui bastante receptivo para esse tema, fui muito mais na defensiva para consumir as palestras e nesse ano, fui de coração aberto e esse coração aberto para de fato receber não só o tempo, porque o tempo já é uma grande coisa, você tá 100% presente…

Juliana: Sim.

Luis: mas você precisa também tá aberto aquele que consome conteúdo e como que é um tema que ainda tem muito a se discutir, Inteligência Artificial. Eu me propus e me dediquei aí com o coração 100% aberto para de fato digerir, né? e colocar em prática e digo mais, mais do que 100% aberto eu fui com copo meio cheio para ver o lado positivo de tudo que o AI pode entregar para gente. Então esse foi o meu festival diferente Pyr.

Pyr: Maravilhoso. E o tema realmente a gente vai debater um pouquinho sobre ele no final. Bronze, vamos lá. Tem o festival, ele a gente chama de festival, né? um evento, né?  

Bronze:  É difícil até de classificação, né? um congresso, um festival, um evento. 

Pyr: Pois é, bom, um evento, um acontecimento que tem sua história muito rica, né? e ele não se propõe exatamente a dar (palavra inaudível), né?“Olha você pega essa lição e amanhã de manhã você chega na sua empresa e aplica.” ele não tem esse propósito, nunca teve, ele sempre ao contrário, distante o drone, fica lá em cima, olha o mundo.

Eles fazem uma curaria do mundo, da vida, das coisas muito boas, né? Muito inteligente, muito abrangente, então lá com o drone lá em cima, eles propõem os temas que nos inspiram tanto. É inspirador mas aí? e no dia-a-dia, você vem.. a Juliana já falou que já veio no avião falando o que eu vou fazer?

Juliana:  Super, não dormi um minuto.

Pyr: A cabeça completamente misturada, é um pouco a função do evento, é isso mesmo. Para você, você conseguiu ter alguma coisa que você pegou lá e falou ‘não, isso aqui eu vou de repente, vou conseguir aplicar no meu dia-a-dia, seja uma mudança de postura, seja uma prática, seja uma tecnologia, não sei, alguma coisa que você realmente acha que pode colocar no dia a dia do seu trabalho?

Bronze: Tem, tem, tem! Muita inspiração, mas até me surpreendeu um pouco o equilíbrio da carga entre futuro e presente. Então fiquei pensando que olhando de fora que vão o Sul por seria um evento muito mais pautado por coisas que acontecem seja numa janela de curto, médio e longo prazo e tendências, tecnologia e inovação, enfim, e vi várias discussões sobre… ou casos atuais ou sobre relações humanas, sobre gestão de conflitos, né? Pautas muito práticas assim que a gente consegue aplicar e antecipar. Mas, tentando trazer um pouco de inspiração de curto, médio prazo, mais pro presente, um compromisso pessoal que eu saí de lá é fazer uma academia de inteligência artificial generativa pro meu tempo de marketing, né? Então ela atrelada a um aumento de senso crítico, né? para gerar bons prompts e por aí vai, aliás, as competências mais softs também. Para mim é um grande bloco que eu quero me inscrever hoje com o meu tempo e já aí, né? e para mim já tá pronto, já tá maduro, já tá aí, né? E quem de fato não conseguir aplicar e usar rapidamente vai ficar muito para trás.

Então tem um compromisso de desenvolvimento com o meu tempo, acho que esse é o principal, que eu saí de lá, além de várias outras ações sobre formas de enxergar o mercado, formas de inovar com nossos parceiros de comunicação, com as nossas agências, gestão de comunidade, né? para comunicação em consumidor. Então tem várias outras pautas que são mais simples serem realizadas, mas uma mais transformacional eu diria, que é essa de capacitação para inteligência artificial generativa.

Pir: Boa. Juliana, e o que rendeu a sua cabeça não…

Juliana: Boa, agora eu poderia ficar uma hora nessa pergunta, a gente tem tempo? Mas, brincadeiras à parte, acho que queria primeiro voltar num ponto que o Luis colocou que é essa coisa do fomo e do jomo que se fala muito né no SX assim, essa coisa de você ter prazer em estar perdendo alguma coisa porque você tá escolhendo e tá imerso em outro. Então eu acho que quando, né?Você colocou muito bem, na abertura assim, a gente sai de lá cada um com uma experiência muito diferente mesmo que a gente tenha sentado na mesma palestra. Então para mim é muito legal ouvir também porque, no final do dia tem essa, é misto de presente e futuro, coisas que eu posso aplicar. Mas, tem e talvez esse seja algo que eu trouxe mais geral, né? isso seja um aspecto mais geral que eu trouxe. Mas, traga esse quase ritual desse drone que você comentou pro dia-a-dia. Eu acho que a gente precisa ter mais SXSW’s ao longo do ano…

Pyr: Que legal!

Juliana: é nas nossas rotinas, então acho que assim como o Bronze tá colocando, né? de ter o tempo talvez mais capacitado para usar uma tecnologia nova, ou pra pensar diferente, acho que como a gente capacita nosso tempo e nossos próprios do dia a dia da tempo, né? Tem tempo, dedique tempo para entender o que está acontecendo. Acho que o South By tem uma curaria muito feliz de fato e muito diversa, a gente vê muita coisa e a gente traz seja, lembro de um nome de uma palestra que era: “como evitar o drama nas equipes”.

Então você traz coisas muito práticas do dia a dia, mas, mais do que qualquer coisa você traz essa pausa para olhar pro que está acontecendo, para digerir o que está acontecendo, para se inspirar, o que está fazendo? um case de marca ou alguma atualização? ou enfim uma tecnologia nova?, acho que tem muitas coisas que o festival se propõe um debatedor e que para mim no final do dia quase que forçam essa pausa no nosso dia a dia insano, nas nossas agendas muito corridas para se informar. Acho que esse é um aspecto importante assim como é, a gente faz mais pausas e dá mais tempo pros nossos tempos e para nós mesmos, de estarmos mais por dentro do que está acontecendo.

Então, eu voltei de lá com uma lista assim de onde eu busco esses temas, quem está falando sobre isso, quais são as publicações?, quais são as referências para continuar me informando de certa forma sobre o que foi debatido. Mas amo também esse ponto que ele trouxe de comunidades, acho que talvez, não 100%, mas, 80% das trilhas, e eu tava mais focado em comunicação, Economia Criadora, cultura, mas, talvez o residual de 80% delas tenham sido o mesmo. Chega um momento ali do festival que você fala ‘pera acho que agora eu já esgotei o tema’. Mas, comunidade assim, né? Você trabalha de fato como comunidades, tá mais próximo da cultura de nicho, que eu acho que é uma coisa que parece simples, mas, para nossas marcas mais massivas é sempre um desafio, né?

Como eu falo com um grupo alvo mais limitado de pessoas?, Como eu falo com um grupo de interesse específico? Como eu abraço esses interesses e me conecto com essas comunidades? Acho que isso também é… voltei para casa pensando bastante sobre isso. Acho que a gente vai poder aprofundar o tema mas, sem dúvida também tem bastante coisa por aí.

Pyr: Eu vou te perguntar um pouquinho mais sobre isso logo em seguida. Luís, dia a dia. Como é que fica?

Luis: Eu saí desse festival como sempre: com a cabeça cheia. Mas, eu saí com um senso de celeridade muito grande. O tempo urge se a gente quiser liderar, se a gente quiser catequizar e evangelizar nossos tempos, nossa equipe, nossos clientes, nossos parceiros e a gente tem que fazer isso hoje já.

E de certa maneira o festival com a cobertura que eu tentei criar para mim, eu consegui sair com um leque grande de informações sobre AI, como eu falei era a trilha que eu escolhi. E a gente tem que fazer agora esse movimento, foi o que eu fiz, eu senti depois do festival. Só que também fazer com responsabilidade, a gente sabe também dos desafios da plataforma. Mas, um outro sentimento que eu saí além da celeridade foi um sentimento mais empreendedor, mais agressivo, de cara, ter coragem de fazer, você entende o Big Picture da temática do problema, das soluções, dos prós e contras, mas, principalmente, agir. Se a gente ficar muito na teoria também, a gente não vai conseguir colocar na prática todos os avanços e benefícios que a tecnologia pode nos oferecer. Então seriam esses dois, primeiro celeridade e segundo ter coragem e a responsabilidade de colocar essas ideias em prática.

Bronze: A Mweb falou sobre isso, né? Ela falou: “A Inteligência Artificial não é oFuturo. Primeiro que ela já existe há décadas, né? mas, o que muda um pouco o clique, é o papel do ser humano com a generativa.”

E aí coloca ele mais com um protagonismo, mas ela falou: “Pessoal isso aqui é o hoje”. Não é ‘Ah, vou um dia testar alguma coisa’. E se não me engano, foi o John Maeda também que falou isso, ele falou “é hora de parar de evitar e começar a aprender” né? “Pare de evitar, comece a aprender”. Ele trouxe muito isso assim, gente não adianta você ficar apegado, vai transformar rápido, muito rápido, muito mais rápido do que a internet, rede social, enfim, impactou nossas vidas nos últimos tempos. E quem não tenha preparado precisa se preparar com celeridade.

Luis: Acho que isso é principalmente. Nós como líderes do mercado, se a gente quer engajar a nossa equipe, a gente tem que estar 100%.

Bronze: Tem, tem, tem, mas, é difícil conciliar. Acho que voltando aqui no que o Pyr falou, né? que vocês trazem pra prática e o dia a dia. Cara, a gente voltou de lá, quanto tempo? dez dias? alguma coisa assim, e é revelado que você voltará e será drenado pela rotina do dia a dia, pelas entregas do dia, a urgência do negócio. Então esse também foi um pouco de compromisso pessoal de como e de fato implementar as coisas com a velocidade certa, com a prioridade certa, porque é fácil você ir para lá se inspirar e voltar e usar o chat GPT uma vez por semana para brincar um um pouco, gerar um conceito, alguma coisa, né? Treinado para uma rotina de negócio ou de execução diária.

Luis: Por isso que eu comentei do espírito empreendedor, né? não segue exatamente a cartilha de regras, né?

Bronze: Exato, testa, aprende, modela…

Luís: Erra, retoma.

Pyr: E errar faz parte, exatamente.

Luis: Então acho que é um pouquinho desse espírito. Se a gente seguir a cartilha tradicional do nosso dia a dia, a gente vai ser drenada e a gente vai esperar um pouquinho para inovar ali na frente, né?

Juliana: E eu acho que tem um, um aspecto bem possível assim esse problema que a gente tá colocando na mesa, e a gente faz bastante isso em parceria com o Oliver assim, como que eu crio uma rotina de radar cultural? como que eu crio uma leitura, né? Mais ativo do que tá acontecendo e garante pelo menos nas rotinas que isso é uma pausa obrigatória, né? Que todo dia eu volto pro que há de novo, eu estou me propondo a testar ou mesmo dentro das companhias como a gente reserva uma parte da grana, né? do investimento para aquilo que a gente acha que ‘meu, não faço ideia do que vai acontecer aqui, não sei, qual é o resultado disso, mas, vamos tentar, vamos testar.’

Claro, é uma parte menor, mas, essa parte de ser mais empreendedor, de pensar fora da caixa, de ser mais criativo e de arriscar. E eu acho que a gente, né? tá bem disponível para isso, mas de fato tem um esforço de rotina para colocar aí dentro.

Pyr: É uma tarefa e que bom, né? vocês três vieram com o mesmo drive, né? de ‘vou colocar na prática de algum jeito’.

Juliana: Alguma coisa… se eu não durmo, como assim? 

Pyr: Senão não da pra você ir lá e não voltar desse jeito.

Bronze: Você vai lá pra ver o futuro e fala ‘bom e agora? não não. Deixa eu voltar aqui’

Pyr: Vou deixar o futuro…

Luis: Se vai ser fácil é uma outra história.

Bronze: Eu vi o futuro e aí ‘deu ruim pessoal, fica aqui que tá tudo certo’

Pyr: Exatamente, bom, estamos caminhando pro terceiro bloco que a gente combinou aqui de fazer, em que a gente vai mergulhar um pouco mais em alguns temas específicos relacionados à tecnologia, inteligência artificial, mas eu queria da Juliana, você com sua especialização em comunidades, é…

O mundo está mudando dramaticamente e a gente viu lá algumas coisas ligadas à individualização das pessoas, elas ficam mais isoladas olhando para seus próprios ‘oclinhos’, que vai ter aqui dentro de um monte de interações com a internet e outras coisas e também viu o esforço de criar comunidades. É sua especialidade, é o que você faz, comunicação, comunidades. O quê que você tem a dizer com essa transformação toda? As pessoas vão se isolar mais ou vão se comunicar mais? como é que você vai lidar com essa aparente ambiguidade?

Juliana: Eu assim, acho que responder essa pergunta não é fácil, né?

Pyr: Não..

Juliana: Mas uma coisa que eu coloquei no começo ficou muito clara, que as comunidades e a cultura estão no centro das estratégias hoje, e se a gente… se não estão no centro das nossas estratégias, talvez, as estratégias nossas precisamente correm atrás disso, porque talvez, esteja tentando passar por alguns temas para te responder a pergunta, acho que a gente vive uma nova era, né? as redes sociais por mais que sejam centrais em nossas estratégias hoje, elas têm uma característica muito diferente do que elas tinham há pouco tempo, então quem você segue por quem você é seguido, isso é menos importante hoje na dinâmica de como a gente consome conteúdo . E os conteúdos são entregues por conta de interesses, esses interesses compõem as comunidades, né? E pra gente conseguir como marcar se aproximar dessas comunidades a gente precisa entender no que elas estão interessadas e falar talvez, com alvo menos amplo, ter um esforço de cultura de nicho.

Acho que o BookTok é um exemplo que sempre vem muito à tona porque mexeu de fato no mercado de literatura, mercado de livros, porque de fato as pessoas voltaram a comentar e os autores voltaram a bombar livros que já são famosos, né? foram lançados há muitos anos e voltaram pro centro da conversa, porque uma comunidade se reúne em torno de um interesse específico. E aí quando a gente pensa nessa organização, acho que outra coisa que também, né? surgiu um termo que era “A era da cultura”, o conteúdo no centro, o engajamento no centro. Acho que a gente também volta um pouco para esse esforço que já vem sendo um esforço grande das marcas, de trabalhar o que a gente chama de paixão pontos desses consumidores.

Então, talvez, fale com o consumidor que antes a gente chamava de “AB18+”, seja via futebol, ou seja via dança, ou seja via gaming, sejam, né? vários pontos de contato que por qual, por pelos quais esse alvo tem paixão que a gente vai se aproximar dele.

Também nos leva um pouco dessa personalização que você comentou, acho que nisso, as experiências, os eventos, também estão se evoluindo. As ativações de marca para além das redes sociais ou para além, né? esse espaço digital. A gente também tá falando, né? da volta pós-pandemia, dos grandes eventos, dos shows, dos fandoms, que eu acho que tem que tá no centro das nossas estratégias. A gente, né? eu ouvi bastante lá, um termo lá, que são os brandons, que são os fãs das marcas, como a gente cria esses fãs de marca e trabalham essas pessoas que são apaixonadas pelas nossas marcas. Acho que há alguns casos que o South By, né? aprensenta também, né? de que estão vivendo um momento de reinicialização, porque conseguiram uma legião de fãs, verdadeiros fãs ou porque se conectaram com a comunidade certa, revisitar seu target, revisitar é o consumidor e colocá-lo no centro de novo, né? Eu acho que a gente e por mais que esse seja talvez um resultado bastante simples e que a gente discuta no marketing todos os dias, o consumidor tem que tá no centro e quem é esse consumidor? eu acho que essa pergunta diz um pouco sobre esse trabalho de comunidade, né? você entender ele mais a fundo, está melhor preparado para falar com ele, especificamente com ele e se conectar aqueles pontos pelos quais ele tem paixão, tem interesse. Acho que foi um pouco do que eu ouvi por lá, não sei se você tem algum outro ponto importante nisso.

Bronze: Não, eu gosto, eu gosto. Tem o tema de.. pra mim tem duas coisas aí, né? Tem uma que para mim marketing com competência funcional é uma das que mais foi transformada nos últimos tempos. Então assim e olhando para uma indústria, né? O pessoal de Supply tá lá fabricando de formas diferentes, mas, fabricando produto, tempo de desenvolvimento de produto, desenvolvendo seus produtos, qualidade, né? Tudo tá mais ou menos, vendas colocando os produtos nas glândulas nas lojas.

Marketing que já se transformou tanto, né? Eu que já tenho uns 20 anos de bagagem aí em marketing, o mesmo marketing que eu fiz há cinco anos não é o marketing que estou fazendo agora, não é o marketing que vai ser aplicado para 2026. Para mim tem um tema de Follor o público que é interessante e para mim essa ressignificação da marca, do papel da marca na relação com as pessoas é o que mais vai impactar, né? Esse futuro. Então eu ainda não consigo imaginar como uma marca vai ter essa relevância tão íntima num período de experiência e computação espacial. Esse para mim, vai ser o grande próximo paradigma que as marcas vão ter que enfrentar e muito mais se colocar e várias palestras também falaram sobre isso, né? Sobre a marca tendo um papel de creator, a marca tendo um papel de orquestração, de cultura, a marca tendo papel.. relevante, né? Não é mais o discurso super ‘Olha eu é…’ é mais egocêntrico, né? ‘Olha a minha marca, é muito incrível meus produtos, são incríveis. Você precisa comprar.’ Mas, é participar da conversa de maneira sincera, relevante. Para mim esse vai ser o paradigma principal.

Luis: Mas essa genuinidade e essa relevância tem a ver com os meios, a tecnologia pode ajudar ou não nesse caminho, mas, principalmente voltar ao básico, né? que é o propósito. Qual é o propósito da marca, né? que vai se identificar e vai se aproximar do propósito das pessoas, porque não adianta nada a gente criar uma estratégia legal, bacana, criativa, mas que não tem a ver com aquela pessoa. E quando eu falo aquela pessoa, é aquela pessoa! Não é um grupo de pessoas. As marcas vão ter que saber o que eu, o Bronze quer, o que a Juliana quer. E para saber o que você quer, o que você gosta, o que você acredita, né? Então, nesse sentido vai ficar mais complexo, mas quando você de fato agarra esse perfil, essa pessoa não solta mais, porque vira uma relação muito mais íntima, muito mais próxima e finalmente muito mais verdadeira, né?

Juliana: E relevância,  cultura, além da Buzz Words, assim, eu acho que relevância cultural, talvez já haja um esvaziamento do termo de tanto que a gente usa em briefings ou em problemas de negócio, mas não é menor, né? Nessa discussão toda é como eu me faço relevante na cultura e que talvez essa cultura, voltando ao meu ponto, seja uma cultura de nicho de fato mais fragmentada, bem mais fragmentada do que era e o que também conversa um pouco com a mudança dos meios de mídia e como a gente trabalha eles dentro da estratégia. Então, acho que, todos seguem tendo seus papéis, mas esses papéis, sim, estão sendo ressignificados para contar muito rapidamente. A gente falou um pouco antes de entrar aqui sobre o case da Stanley, né? Esse reboot da Stanley que parece à primeira vista ser um case de ‘put@ tiktok acelerou essa marca e o conteúdo criado ali e etc’ E quando você vai entender um pouco mais e em profundidade a vice-presidente conta que ela assumiu o cargo e ela tinha, né? tinha ali posto e sedimentado que aquela era uma marca para homens e que conversava com o pai que carregava a coisa de ferramenta e etc e numa aula de yoga de ponta cabeça dizendo ela, ela viu as garrafinhas na sala e pensou ué? porquê que eu não falo com as mulheres? E nisso ela mudou o portfólio, produziu outras cores de garrafa, nada tão complexo, né? Mas, mudou, abriu um pouco esse portfólio, mudou a maneira como comunica e trouxe esses momentos de rotina, aula de yoga de manhã ou enfim, tantos outros, mas trouxe esses momentos de rotina que era pertinentes para esse target, para esse consumidor, para essa consumidora, no caso e injetou isso na estratégia da marca de uma maneira bastante profunda, mesmo.

Então eu acho que ai tem um caminho e eu acho que a gente tem que olhar para isso. Então estamos caminhando para um lugar de talvez, algumas individualizações, a tecnologia vai ganhando um papel, mas não é menor trabalhar a cultura de nicho e olhar para essas comunidades com atenção. Eu to bastante inspirada a fazer ainda mais disso e nas nossas marcas hoje.

Pyr: Legal, bom estamos caminhando aqui pro final, acho que a gente cobriu bastante, bem a nossa pauta aqui. Bronze, mais alguma informação?

Bronze: Não, para mim tem essa combinação mesmo de tecnologia e relação humana, claro que houve várias conversas ali, né? sobre ética, sobre o papel da Inteligência Artificial e sobre como ela é no final: um espelho para nossa sociedade. Então como as coisas também precisam evoluir, fora da tecnologia, mas nas conexões e como a sociedade pode mudar. Para mim, voltando no ponto que o Luis trouxe, né? tem um senso de urgência de celeridade para gente implementar e entender as coisas com muita velocidade. O CEO da NVidia tava falando há quatro dias atrás que daqui cinco, dez anos vai surgir o primeiro jogo, primeiro jogo criado por Inteligência Artificial. Então assim, tem muita coisa que é transformadora para muitas indústrias, acho que é o principal insight que eu também trouxe de lá, de como é de verdade um tsunami, muito grande e que muda completamente o jeito que as pessoas vão interagir com os negócios vão rodar, novas oportunidades de negócio. Eu tenho uma filha de seis anos e eu brinco sobre isso com a minha esposa, eu falo assim – ah, minha esposa é médica e fala assim ‘Ah e a Bia hein?  será que ela vai ser médica?  Será que ela vai ser dentista? Será?’ Eu falo, olha eu tenho 99% de certeza que a profissão que ela vai ter certamente não existe, né? E muito certamente não existirá daqui a dez anos.

Quando ela entrar na faculdade, né? e terminar os estudos e começar a procurar algo para trabalhar, enfim, é isso que eu acho que a gente precisa interver e preparar, né? todo o mundo. Então esse para mim foi um grande compromisso pessoal assim de compartilhar conhecimento, fomentar as conversas, antecipar, testar as coisas, aprender, colocar em prática o Mark(inaudível) tava lá ele falou isso, né? ele falou ‘Cada vez que eu venho num festival desses….’ cara empreendedor, multiserial, investe em quanta coisa, tá lá no Shark Tank e tal ele fala ‘… eu saio com o compromisso de no dia já testar, implementar alguma com os meus negócios. É claro que não preciso saber a tecnologia no nível mais profundo, mas eu preciso saber para que ela serve, como ela pode romper meu negócio, como a concorrência vai usar, como eu preciso implementar e eu testo e aprendo rápido.’

Então assim, esse é um compromisso que você tem que trazer o espírito empreendedor para mesa e todo o mundo vai ser empreendedor em uma sociedade muito mais fragmentada. 

Pyr: Luis, conclua por favor as nossas conversas.

Luis: Até dando eco ao Bronze, vou concluir com um artigo que escrevi do Maeda, que tem a ver com essas novas possibilidades que a gente vai ter com o futuro, com tecnologia, né?

Ele fez um gráfico que tinha um retângulo amarelo mais ou menos grande. Esse retângulo, que é o nosso, ele representa nosso universo de possibilidades, tudo que a gente pode fazer como ser humano e dentro desses retângulos, tinha um circulozinho bem pequenininho laranja que esse círculo, ele representa o que os humanos conseguem fazer sem ajuda da tecnologia, sem ajuda e sem precisa nada, da tecnologia.

Um círculo pequenininho laranja, eu vou dar um destaque para ele olhando também essa visão mais positiva da tecnologia. Esse círculo era, tava muito pequenininho, mas eu acredito que ele vai inclusive crescer com a tecnologia, porque a necessidade do artesanato, do artesanato, do humano vai ser muito maior. A gente já tem essa necessidade hoje, vinho artesanal, pão artesanal, tudo artesanal, tudo vai passar a ser mais valorizado artesanal. Então esse círculo que ele já representou pequenininho vai ficar ainda maior. Já é a primeira visão positiva. Saiu dentro do retângulo amarelo, ele colocou um outro retângulo preto que era grandinho proporcionalmente ao retângulo amarelo. Isso representa todas as tarefas que hoje a gente como ser humano pode automatizar. Automatizar significa, nos ajudar…

Bronze: E delegar para a máquina! 

Luís: É! ou simplesmente trocar: a máquina fazer por nós. Aqui vem o pessoal com a visão um pouquinho mais pessimista da história falar ‘Put@ aí é que mora o problema, vai substituir todo o mundo’ mas ele apresenta um retângulo azul muito grande, proporções podem ser discutidas, mas é muito grande e que tem a ver o que o Bronze falou, que são as novas funções que os seres humanos só conseguirão fazer com ajuda de AI. E para mim….

Bronze: Expandindo, né?

Luis: Expandindo! Primeiro que são novas. A gente não faz nem ideia de quais serão. Eu acho que vai abrir muito leque e eu, uma visão positiva que eu me dediquei a ter… essas novas funções ainda vão fazer o AI aprender um papel de equalizador, porque hoje eu tenho uma massa de gente que não tem acesso a determinada função , porque ela não sabe fazer e quando eu tenho uma máquina que te ajuda a fazer, talvez eu tenha acesso a uma função que antes eu não tinha, as funções existentes e as novas que a gente nem sabe o que é. Então eu saio do festival com a imagem do retângulo azul, super positiva pra gente no futuro.

Pyr: Lindo! Bom gente, obrigado vocês, vou encerrar aqui, Luis, é… pela presença, pela discussão e muito rica. é muito legal, né? a gente faz esse tipo de troca, seu encerramento foi brilhante, eu também sai com uma visão otimista da tecnologia, senão a gente tá ferrado, né?

Pyr: Temos que ter uma visão positiva.

Bronze: amigo né?

Pyr: É melhor ser amigo. Então tá gente, então era isso, terminamos aqui o nosso In da House da Oliver, muito obrigada! 

Juliana: Muito obrigada gente, obrigada pelo convite!

Bronze: Obrigada!

[Música]

Share:

More Posts

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

Você Está A Um Passo De Baixar Gratuitamente Este Papel, Preencher Basta As Informações Abaixo.

Você Está A Um Passo De Baixar Gratuitamente Este Papel, Preencher Basta As Informações Abaixo.

Você está a um passo de baixar este paper, basta preencher o formulário.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

Você está a um passo de baixar este paper, basta preencher o formulário.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

VOCÊ ESTÁ A UM PASSO DE BAIXAR ESTE PAPER, BASTA PREENCHER O FORMULÁRIO.

ESTÁS A UN PASO DE DESCARGAR ESTE PAPER, BASTA RELLENAR EL FORMULARIO

ESTÁS A UN PASO DE DESCARGAR ESTE PAPER, BASTA RELLENAR EL FORMULARIO

ESTÁS A UN PASO DE DESCARGAR ESTE PAPER, BASTA RELLENAR EL FORMULARIO

ESTÁS A UN PASO DE DESCARGAR ESTE PAPER, BASTA RELLENAR EL FORMULARIO

Você está a um passo de baixar este paper, basta preencher o formulário.

Você está a um passo de baixar este paper, basta preencher o formulário.