Mídia no Brasil: como pensar diferente das fórmulas tradicionais

Mídia no Brasil: como pensar diferente das fórmulas tradicionais

Todos os dias, marcas, governos, entidades e organizações pelo mundo inteiro pensam em como levar suas mensagens para os consumidores e gerar resultados. Quanto investir, onde investir, a quem impactar e como obter os melhores retornos em um cenário fragmentado são questões que martelam a mente de qualquer executivo – e não há uma reposta simples para nenhuma. A única certeza é que elas não podem ser resolvidas com respostas do passado.

 

Em novo paper da OLIVER, A revolução da mídia e as novas regras do mercado, discutimos o atual nível de desenvolvimento do setor de publicidade no Brasil em relação à mídia e o quanto ainda pode evoluir, comparando com a situação de outros países pelo mundo a partir de cases. Nesse estudo, ouvimos ainda alguns dos principais especialistas no mercado brasileiro sobre os desafios na comunicação e na compra de mídia, o que falta no mercado e o que pode ser feito de diferente.

 

 

Em um universo de comunicação onde tecnologia, criatividade, inteligência e estratégia caminham juntas, fórmulas ultrapassadas – utilizadas por muitos anos – não são mais eficazes para oferecer a melhor solução para conectar marcas e consumidores em diversos pontos da jornada de consumo. Somado a isso, mudanças na regulamentação da publicidade brasileira vêm abrindo espaço para reflexões e inúmeras formas de pensar a mídia.

 

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Segundo os entrevistados desse paper, muito do descompasso entre potencial e prática ocorre por uma visão antiquada sobre a mídia e suas possibilidades. “A realidade dos dados joga luz para a necessidade de integrar digital e OOH, porque é de maneira conjunta e composta que o espectador consome esses meios”, opina Paulo Ilha, sócio e Chief Media Officer da agência Galeria.

 

Já Rodrigo Cerveira, CMO da Vórtx, acredita que será utilizado cada vez mais um formato flexível, onde a qualificação do público e a cobertura de cada meio tem maior importância. “Acredito que os meios vão ficar cada vez mais segmentados em sua oferta de valor e entregando diferentes atributos para os anunciantes. Para cada necessidade estratégica você olhará o cardápio de opções e escolherá quem melhor se encaixa com aquele momento ou necessidade”.

 

E qual é o futuro da mídia?

Para o sócio e co-fundador da OLIVER na América Latina, André Zimmermann, há dois aspectos relevantes para pensar o futuro do planejamento de mídia: a especialização nas soluções empregadas e a presença cada vez mais intrínseca da tecnologia no setor. “Se olharmos para os canais pagos, há um espectro cada vez maior de especialização e fragmentação da mídia. A interação, mesmo na TV linear, passa a ter presença cada vez maior de tecnologia”, explica.

 

Para Zimmermann, o Brasil ainda costuma ver players dos mais diversos tamanhos fazendo planejamento de mídia na tentativa e erro. “A ausência das agências de mídia no país, no meu entendimento, fez com que o nível de especialização, conhecimento e sofisticação de quem realiza este trabalho esteja abaixo da média mundial”.

Toda discussão sobre o futuro da mídia, porém, passa invariavelmente pelo modelo de negócios da publicidade no Brasil. Juntar especialistas, fontes de informação e ferramentas pode ocasionar num planejamento de mídia menos pasteurizado, mas a vida real ainda é de marcas de grande consumo, com tudo muito parecido e mantendo os mesmos shares.

 

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Outra realidade intrínseca às discussões sobre modelos é a aptidão de muitos anunciantes por concentrar mais tarefas relacionadas ao planejamento e compra de mídia no formato in-house. Em estudo produzido pela Forrester Consulting no final de 2021, intitulado “Gaining Digital Media Control and Transparency”, 50% dos tomadores de decisão do setor de marketing afirmam que trazer mais mídia para dentro de casa é um “objetivo primordial do marketing”, enquanto 40% disseram que essa vai continuar sendo uma prioridade nos próximos anos.

 

 

O principal benefício de ter mídia in-house é a propriedade sobre os dados, com 38% dos entrevistados concordando com a afirmação e 48% afirmam que a propriedade de dados trouxe mais benefícios do que o esperado. Por fim, metade dos pesquisados gostaria que as agências dividissem uma responsabilidade significativa de tarefas de mídia e menos de um terço quer gerenciar completamente os canais de mídia por conta própria.

 

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A mídia mostrou, ao longo das décadas, a capacidade de se adaptar aos novos tempos e formatos, mas mesmo dentro das fórmulas tradicionais de mídia, com agências e anunciantes de grande porte, as transformações são inevitáveis.

 

Dá pra fazer diferente! Baixe gratuitamente o paper “A revolução da mídia e as novas regras do mercado” e saiba mais sobre os novos formatos, cases nacionais e globais e o que especialistas do mercado vêm fazendo para acompanhar as transformações.

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