Quão criativa pode ser uma in-house?

Quão criativa pode ser uma in-house?

O que gigantes como Google, Apple, Spotify e Unilever têm em comum? In-houses premiadas.

 

Não é de hoje que o crescimento de operações internas é notado pela indústria da publicidade. Desde o início da década, o movimento cresce silenciosa e exponencialmente, mas foi a partir de 2017 que as in-houses começaram a chamar atenção também nos maiores festivais de criatividade do planeta, como é o caso do El Ojo, Clio e Cannes Lions.

 

O rápido avanço das in-houses no novo cenário da comunicação e a imagem que o modelo carregava no passado, porém, ainda geram desconfianças. Uma das questões recorrentes é a da qualidade criativa das in-houses, principalmente em mercados como o brasileiro. E é com essa discussão que lançamos o novo report “Criatividade Dentro de Casa”, que analisa o potencial criativo de operações internas através de dados e análises de cases e conta com a visão de especialistas, entusiastas e críticos ao modelo. Baixe aqui.

 

Criatividade in-house faz sucesso no metrô de Nova York com campanha do Spotify

 

Produzido a partir de uma vasta pesquisa sobre a produção criativa gerada pelas in-houses dentro e fora do Brasil, o documento traz exemplos práticos; casos de sucesso de marcas como Axe, Netflix, Apple e Spotify; e opiniões de profissionais como Washington Olivetto; Joanna Monteiro, presidente do Clube de Criação; Daniel Tártaro, diretor de marketing da Ambev; Maurício Conrado Moreira da Silva, professor de Publicidade e Propaganda da Universidade Presbiteriana Mackenzie; e criativos globais da OLIVER.

 

“O rápido avanço das in-houses no mercado é acompanhado de uma imagem que vem do passado, de desconfiança sobre o seu potencial criativo. Esperamos, acima de tudo, que o conteúdo [do report] sirva de ponto de partida, e não de chegada, para o aprofundamento do diálogo sobre como entregar os melhores resultados para quem de fato interessa: o público final e os anunciantes”, afirma Luis Constantino, Chief Creative Officer da OLIVER Latin America.

 

Sendo o modelo in-house voltado a solucionar as necessidades de negócio de um cliente, nem sempre a resposta é ter uma equipe particularmente criativa. Para Rodrigo Sobral, CCO global da OLIVER, diferente do que acontece com as agências tradicionais, as in-houses não são construídas em volta da publicidade. “Muitas vezes, a in-house não é tão criativa porque não precisa ser. As pessoas estão vendo que conseguem construir uma marca de dentro para fora, não têm que passar a metade do ano apresentando propostas e têm mais poder de influência sobre a marca”, diz Sobral.

 

O CCO global rebate, ainda, o mito de que o profissional acaba ficando com a capacidade criativa limitada quando está em uma in-house: “se você pega companhias globais como Nike, Apple, Beats By Dr. Dre ou uma Unilever, que tem mais de 300 marcas, não existe essa ideia de trabalhar para apenas um cliente. São tantas marcas que é como estar em uma grande agência”, sentencia.

 

E afinal, faz sentido ter uma in-house criativa?
A resposta pode ser mais simples do que se espera. Para Constantino,  depende. Assim como todo processo criativo, a contratação ou não de uma agência in-house está atrelada a diversos fatores, entre eles as necessidades e ambições de cada marca.

 

“A fase de consultoria e desenho de modelo é a mais importante da criação de uma in-house, é nesse momento que se estuda e se detecta todas essas realidades, necessidades e ambições da marca, cujas informações são traduzidas em um propósito e desenho de in-house 100% projetados a essas necessidades”, comenta. “Por isso, às vezes, as in-house não é criativa, pois o seu propósito não foi projeto para ser criativo, mas sim operacional”.

 

Por ser desenhada totalmente em conjunto com o cliente, a in-house não necessariamente será focada em peças do dia a dia, varejo ou conteúdo, mas sim no que o cliente precisa que ela seja. E daí resta a pergunta: qual a sua real necessidade?

 

Baixe agora o report “Criatividade dentro de casa”.

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